A vida como ela não é

A verdade que ninguém nos conta é que ninguém sabe realmente como viver. Não nascemos acompanhados de um manual de instruções, tampouco aqueles que nos criam. Tudo a nossa volta foi feito e desenvolvido a partir de tentativas, erros, falhas, tentativas, erros, falhas em um grande e interminável ciclo.

Ninguém nos ensina; nem a escola, nem nossos pais, nossos amigos. Somos colocados em um mundo que pouco entendemos, mas isso não importa, porque nenhuma outra pessoa possui esse conhecimento completo. Não há fórmula, não há resultado certo. Sequer há um início ou um  fim pré-determinado.

Creio que o segredo da felicidade é aprender a apreciar o momento

A única coisa que sabemos é que nascemos e morremos, mas durante esse intervalo, qualquer coisa pode acontecer. Podemos nos tornar o que e quem quisermos, fazer com que seja uma comédia, uma tragédia, um drama ou um grande romance, porque as possibilidades são infinitas e ilimitadas. Não há regra, não há padrão, e essa infinitude é o que traz os desafios, é o que faz a vida ser linda, independentemente de quantas lágrimas tristes caiam, pois elas também são necessárias, são uma das responsáveis por nos fazer seres dotados de emoção, ajudam a construir nosso caráter e nos tonam mais humanos. É o que nos faz levantar e tentar de novo, até obtermos a gloriosa lágrima de alegria, quando o que quer que seja tenha sido alcançado, fazendo sentir-se realizado, mas, principalmente, feliz por inteiro. São momentos que vão do choro ao riso, do espanto e da negação, talvez da aceitação, mas foi nessa hora que a alegria plena foi alcançada e não há nada que pague por isso.

O que poucos percebem, no entanto, é o quanto é pouco e escasso nosso tempo; mas mesmo pequeno, tão suficiente. Nunca teremos a mesma idade de novo. Os momentos, as oportunidades e as condições variam terrivelmente rápido. Parte de nós as encaram, a outra não se dá conta da duração de sua pequeníssima fase. Talvez perceba depois. Nenhum dos dois está errado. Nunca é tarde demais para tentar.

Are you happy?

Gosto de ver a beleza da vida em tudo, mas amo especialmente as ideias de felicidade de cada um. Me arrepia quando alguém sorri com alegria sincera, quando uma ideia une coisas opostas, por isso sou apaixonada por comerciais da Coca-Cola, Dove, por projetos sociais, por gente que batalha sendo notavelmente recompensada, pessoas que conquistam um sonho. Porque no final descobrimos que, por mais clichê que pareça, somos os protagonistas de nossas vidas, vamos viver conosco durante todo o tempo e, se não aprendermos a nos tornar felizes a nosso modo, quem o fará?

E no final, talvez perceba que a sutileza da vida é encantadora, por mais cheia de altos e baixos que ela possa ter.

Com carinho,

Arissa Ayumi

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