E é setembro

Pare agora por um minuto e perceba o mundo a sua volta. Isso, saia um pouquinho da tela e reflita. Sim, já é setembro. Nove meses se passaram, mais da metade do ano já se foi e o final está próximo. Metas, prazos, datas, vestibular, natal, réveillon e puf! Lá vem 2016, com novas metas, com a promessa do regime, do alongamento diário e todas aquelas listinhas que fazemos no começo do ano (digamos que, até agora, só tiquei dois dos meus itens, mas me parece plausível). O que vem em seguida?

Este ano termino o ensino médio, conquisto meu diploma e prestarei as provas vestibulares. São muitas mudanças de uma vez, de repente: não verei meus amigos todas as manhãs, não terei mais provas de matérias indecifráveis (escorreu até uma lágrima… de alívio), terei mais e mais responsabilidades (acredite em mim, o terceiro ano nos supre de responsabilidade o suficiente para 17 anos), começa a jornada pela busca do emprego e finalmente farei minha cirurgia, além de correr atrás de todos os documentos e provas para enviar a universidades do exterior. Não tenho medo. Estou, na verdade, nutrindo expectativas quanto a todas as alterações que virão. Gosto de mudar, trocar, ver o novo, é empolgante e estimulante.

Afirmo e garanto que as provas das faculdades são verdadeiras guerras, onde os mais inteligentes, estratégicos, bem preparados e dedicados são os que dominam o território inimigo enquanto os demais permanecem à deriva, sendo minados e bombardeados. O que vejo, no entanto, é que, enquanto nós, nesta condição, estamos estudando e devorando com molho shoyu a carne dos candidatos, outros não produzem nada.

Existem desinteressados em todos os lugares e provavelmente sempre existirão, mas o que acontece com esse tipo de personalidade, que se acomoda e espera fazer de sua vida o que lhe vier, não buscando ser nada mais do que lhe está à mão? Não falo apenas destes que citei, até porque há diversos motivos para não se fazer um vestibular ou etc, muitos querer seguir outro rumo, ir trabalhar, começar um negócio próprio, viajar, tirar um tempo de descanso, e isso é totalmente normal! Para ser sincera, faço inclusive parte desses outros rumos que a vida dá, sou adepta, fazer o quê?Falo realmente sobre os ‘encostos’. O que fazem? Como vivem? Por que não saem da inércia?

Deixo para reflexão.

Com carinho,

Arissa Ayumi

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